8.7.09

Escorre um rasto lento de lua

Esbatem-se nas névoas
Que me fitam os olhos
Onde escorre um rasto lento de lua
E que desvenda a alma à transparência

Ergo o olhar
Ao rumo do relento de cada rua
Que se incandesce nua de silêncio infinito
… e suspenso
Despindo o luto que reveste a noite

Embriagando de sombras
Rua a rua e a cada esquina
Pousa uma nostalgia
No corpo desfeito das horas
Que me acolhe

Anuncia-se em ciclos
Num fluir fantasmagórico
O seu halo redundante
Em perfeito equilíbrio
na nudez da noite

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6.6.09

Home Project By Yann Arthus-Bertrand



http://www.youtube.com/watch?v=NNGDj9IeAuI&feature=featured

http://www.youtube.com/homeproject

Que este vídeo vos desperte a consciência humana

Cada um de nós completa o todo... e lembrem-se que o Planeta Terra é a "casa" de todos nós

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12.9.08

25.8.08

Atalhos de verão





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3.7.08

Brassica rapa L.




O nabo (Brassica rapa L.) é o nome dado a uma planta crucíferaa de tubérculo comestível. Proveniente da Europa de Leste É uma planta de formato arredondado e cor branco-arroxeada, rica em cálcio, mineral fundamental para a formação dos ossos e dentes, e possui poucas calorias À planta em flor comercializada é dado o nome de grelo e sem flor de nabiça

O nabo é uma verdura alcalina que ajuda a vencer os efeitos dos alimentos ácidos que comemos. É rico em celulose, que estimula a acção dos intestinos e em potássio que ajuda a prevenção das cãibras.

As fibras de que é composto contribuem para a sensação de saciedade e também ajudam a controlar o nível de colesterol no sangue.

100g de nabo fornecem 21 calorias

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31.5.08

frut|o|samente









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24.5.08

inside out




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21.5.08

olhar | me | te







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9.3.08

Simples viajeiro






Suave caminhada
Sem saber para onde
Por assim dizer…

Não o assusto nem mexo
pertence-lhe a pureza do olhar
Então persistente, desliza só
Surdo de pressas
Erguido nos seus domínios


Seguindo-lhe o rastro
Que atravessa o real
E sobrevoa a luz
Posso ouvir o som
Que rompe a vida antiga
Pela húmida parede saturada
que respira um cúmplice instante

Fecha-se o céu de sentinela sobre nós
Perseguidos íamos

Por trilhar espera-nos o destino
Pela linha traçada laminar e firme
Fazendo-se tarde, afasto-me

Não dispenso agasalho
Enquanto ele arrasta-se no limiar severo

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1.3.08

de cores e de sombras





Seguem um trajecto e um sentido
que parece ousar de improviso o percurso
Encanto de um exterior exposto
a cada dia se preenchem


Evocam à natureza perfeita regra
Geometria divina
Na absoluta necessidade de beleza
Movidas por um maturado sol


Venham cobrir o muro pálido aprisionado
E no singelo silêncio onde habita a luz clara
Libertem-no
enquanto se disseminam
cores e sombras combinadas
alimentam o olhar


E numa cumplicidade
permaneçam a engalanar a rua
até à resoluta morte da próxima estação
em que se desnudará desbotado

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22.2.08

Mitigar






A cada corpo
Feito matéria
Singular
E solitário

Sob a póstuma luz
Se cerra… Incluso
Bordejando
No definhado avesso

Sustenta cada dia
Fazendo-se tarde
Parte soturno
Despojado

Tudo veio para partir
Nenhum regresso se perde
Apenas acorda para transfigurar
Num novo corpo surgir

Troca a regra
Da suave morte por breve despedida
De suspensas primaveras
Plenas de sequências

Tudo é imortal
Sobre a terra
Invocada
A cada ciclo



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30.1.08

Oásis de cristal



Aqui me perco
Junto atravesso as pequenas coisas
Na minuciosa bruma
Que me cobre
E entranha nos sentidos
de ver
…Ouvir e cheirar
Em alquimia


Sentir num solfejo
todas essas coisas
Numa única gota de orvalho
Macerando-me
O olhar curioso
Onde se escoa a vida
…e sorve

Em acordes de sensações
Na distância de um sorriso
Emudecido
Retenho fugaz o gosto
Da luz clara e de cristal
Oásis a cada alvorada




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16.1.08

moldam-se as marés



Escarpa
Que saboreia a espuma
Incansável
A marulhar…bravia

Que escuta as brisas que ateiam
Dias cálidos
a anunciar a vida renovada
Ciclicamente

No declinar de cada dia
moldam-se as marés
secando o ar
pouco a pouco
sedimento




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10.1.08

Moldura que o dia inventou





Esta é a moldura mais perfeita
Que o dia inventou

Reduz as palavras apenas à admiração
Que contemplam o brinde
numa espécie de euforia neste céu

Resgato as palavras
Que se vão perdendo
Sem trazer imperfeição às sílabas

Banhado de luz
Derrama-se no olhar
o tempo que percorre
e viaja por dentro
Mais perto da forma

Viagem dissolvida
No exacto momento em que o olhar s’ entrega

Recuperando a natureza das coisas simples
Algumas sem nome, nem matéria
Voláteis…
Como um corpo indistinto porque são frágeis

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30.11.07

Verde acinte




A minha retina
Enamorada
Com a minúcia melancólica
Do verde acinte
Nervurado

A todos os espaços
Lágrimas de prata orvalhadas
Se recolhem no debrum
Até ao leito das rotas
De um tempo breve
Que nos tem à escuta

Ambiguidade
entre o verso e o reverso
que se frui
a cada gesto
lentamente despojando
até à nudez final que só a língua testa



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24.11.07

figura singular



Mutável
Deu aos olhos
A figura singular

Numa constante deambulação
Mas em que nada o detém
enquanto o guardo no instante
Nele dança a oscilação

Figura de estilo
Despojada
Onde se ecoa e resvala
sublinha a curvatura…elo
em que a palavra se elide da matéria
Restitui-lhe a forma e resplendor
de uma metamorfose
onde tudo parece disperso mas ordenado

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14.11.07

curva quebrada





À sombra do tempo
vertido
na penumbra
ousa estar
a curva concreta
e quebrada

dir-me-ei
que a tarde de desfez

dir-te-ei
se pude esquecer

dir-me-às contudo
sem que o sentido do que dizes
inapto à fala
seja verosímil

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7.11.07

abuso do tempo



banhados de luz
que o sol acariciou
demoradamente

nesses ermos plátanos
a lembrança cai
na sua nudez
que compreende
o silêncio que encerra

...no assombro do corpo
...no abuso do tempo



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28.10.07

sinistra formusura




Vim aqui
Onde se fecham as palavras
Cegas e nuas

A escuridão entrara
Em direcção a meu covil
Silenciosa
…tão adentro
Onde abandono as palavras
…em aberto

Irei fechar o meu cansaço
Em jeito de atar um desígnio
Como um sentimento do avesso
De um coração sem lugar
inadvertido

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27.9.07

vagas ígneas






As saudades parecem alongar-se
como uma sombra ao fim da tarde
e na tonalidade
ainda ébria de vida
matizada de primavera

Pintam-se as vagas ígneas
com desvelo
dilaceradas.
Nudez de matéria exacta
(des)coberto de virtude




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