de cores e de sombras

Seguem um trajecto e um sentido
que parece ousar de improviso o percurso
Encanto de um exterior exposto
a cada dia se preenchem
Evocam à natureza perfeita regra
Geometria divina
Na absoluta necessidade de beleza
Movidas por um maturado sol
Venham cobrir o muro pálido aprisionado
E no singelo silêncio onde habita a luz clara
Libertem-no
enquanto se disseminam
cores e sombras combinadas
alimentam o olhar
E numa cumplicidade
permaneçam a engalanar a rua
até à resoluta morte da próxima estação
em que se desnudará desbotado