30.11.07

Verde acinte




A minha retina
Enamorada
Com a minúcia melancólica
Do verde acinte
Nervurado

A todos os espaços
Lágrimas de prata orvalhadas
Se recolhem no debrum
Até ao leito das rotas
De um tempo breve
Que nos tem à escuta

Ambiguidade
entre o verso e o reverso
que se frui
a cada gesto
lentamente despojando
até à nudez final que só a língua testa



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16 Comments:

Blogger irneh said...

Está fantástico. Gosto mesmo. Para além das imagens, hoje conseguiste um texto que se adapta na perfeição.

Beijinhos.

12:16 da tarde  
Blogger lampâda mervelha said...

Belo e Sensorial.

1:55 da tarde  
Blogger Sniqper ® said...

Sem palavras, o brilho e o sentimento que consegues colocar nas imagens e nas palavras, fazem de TI UM SER MUITO ESPECIAL...

3:30 da tarde  
Blogger blue said...

Só tu para conseguires tirar tanta beleza a uma couve :D

Beijinhos e bom fim de semana!

2:12 da tarde  
Blogger Ela said...

"A minha retina
Enamorada
Com a minúcia melancólica
Do verde acinte
Nervurado"


Lindo, poetisa...

Beijo, bom f.d.semana.

5:23 da tarde  
Blogger Peach said...

verdes lindos...

"Ambiguidade
entre o verso e o reverso"

sem dúvida

beijo

8:41 da tarde  
Blogger Alma Nova said...

Transportas os pormenores da realidade para o mundo das palavras e imagens de uma forma sublime.

8:42 da tarde  
Blogger A Túlipa said...

Realemente realças o mais belo das coisas que normalmente passam tão despercebidas.

Gosto disso.

Beijo

9:31 da tarde  
Blogger lupussignatus said...

Absorver o orvalho de cada nervura com tal volúpia refresca os sentidos... :)

Indagas o que está para lá do visível...

Obrigado pela partilha.

10:37 da tarde  
Blogger RC said...

Verdes são os campos da cor do limão.

12:22 da manhã  
Blogger un dress said...

verde que te quero

verde...

12:19 da tarde  
Blogger Sentir said...

Quando te linko, é certeza de deleite (meus sentidos se atiçam).

Boa semana. Luz e Paz.

12:43 da tarde  
Blogger melgadoporto said...

Oh! Tentação das palavras :)
“retina enamorada”.
“lágrimas de prata”.
“recolhem”
“de um tempo breve”.
“ambiguidade”
“a cada gesto”.
“até à nudez”
:) Verde é o mundo, grávido de vida!

4:14 da tarde  
Blogger mariazinha said...

sinto, ao ver a tua arte, a textura das nervuras na minha boca, o sabor, o cheiro... Belo.
Escreves e fotografas para (com ) os sentidos.

Beijo*

PS: e esta música, perfeita para acompanhar...

12:22 da tarde  
Blogger Corvo Negro said...

É impressionante - és impressionante!

Concedes(nos) momentos puros de êxtase.

(eu adoro veias... aquelas veias)

12:53 da tarde  
Blogger MH said...

Muito lindo mas, inebriado fiquei no sábado e não no domingo...

O foto de hoje tem esse reflexo...

4:40 da tarde  

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