8.7.09

Escorre um rasto lento de lua

Esbatem-se nas névoas
Que me fitam os olhos
Onde escorre um rasto lento de lua
E que desvenda a alma à transparência

Ergo o olhar
Ao rumo do relento de cada rua
Que se incandesce nua de silêncio infinito
… e suspenso
Despindo o luto que reveste a noite

Embriagando de sombras
Rua a rua e a cada esquina
Pousa uma nostalgia
No corpo desfeito das horas
Que me acolhe

Anuncia-se em ciclos
Num fluir fantasmagórico
O seu halo redundante
Em perfeito equilíbrio
na nudez da noite

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9 Comments:

Blogger João Henrique Alvim said...

consegui entrar nesse teu rasto lunar de placidez e inquietude carnal ..
bj*

7:24 da tarde  
Blogger A.S. said...

Escorre na nudez da noite
um rasto de lua!
Desejo vermelho
acendendo o firmamento.
Na tua boca,
escorre
um verso livre... sedento!


Ternos beijos...
AL

12:15 da tarde  
Blogger Carlos Ramos said...

Lembrei-me da poesia do Ian Curtis, tem a mesma aura. Isto é já por si um feito digno de registo. Tem muita qualidade este blog. Parabens.

4:59 da tarde  
Blogger A.S. said...

Vim reler-te... e deixar-te um beijo!

7:01 da tarde  
Blogger Lago Mudo said...

As sensações realistas que as tuas palavras emanam fazem-me sentir no interior de um Film Noir feito consistência. Obrigado...

9:31 da tarde  
Blogger ~pi said...

belo-negro-belo





~

1:55 da tarde  
Blogger lupussignatus said...

o corpo

[incandescente]

da noite



[respiração
das
sombras]


*abraço*

3:13 da tarde  
Blogger lampâda mervelha said...

É saber escrever a noite... e senti-la.


- * -

10:28 da manhã  
Blogger Laura said...

lindo...

2:49 da tarde  

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