Simples viajeiro

Suave caminhada
Sem saber para onde
Por assim dizer…
Não o assusto nem mexo
pertence-lhe a pureza do olhar
Então persistente, desliza só
Surdo de pressas
Erguido nos seus domínios
Seguindo-lhe o rastro
Que atravessa o real
E sobrevoa a luz
Posso ouvir o som
Que rompe a vida antiga
Pela húmida parede saturada
que respira um cúmplice instante
Fecha-se o céu de sentinela sobre nós
Perseguidos íamos
Por trilhar espera-nos o destino
Pela linha traçada laminar e firme
Fazendo-se tarde, afasto-me
Não dispenso agasalho
Enquanto ele arrasta-se no limiar severo

























