18.10.07

Patologia




Descoberta à luz
Em silêncio, à espreita
Ferida exposta ao ar
Por onde não sangra

Em breve
tudo se resumirá
à evidência do pó
Triste promontório

Ao abandono apodrecido
Assentam impiedosamente
Deixando-se pender
para onde a obscuridade evoca
este assombro

Como foices
Sem piedade da nudez implacável
Ordenadas pelos pêndulos
Na sucessão das horas
Ao compasso dos relógios

Esboroando

Etiquetas:

16.9.07

sabor a cal



o que eu olho
até onde não sei
paira...

no ar
na sombra
de sulcos
e cal
do instante um caminho
sem pés nem boca
que suspende a palavra
...branca
dentro do espaço
fora do tempo

Etiquetas: ,