22.1.08

Horas de paz





Repousa
Nómada
De tantos dias…
Um tempo morto

Estranhos gestos humanos
Pousados sobre a areia
Onde se ouvem
trilhados
eco dos silêncios
hibernantes
E talvez lembrando
Outros lugares
Do mundo condenado
No qual lentamente
Se vai sofrendo
Débil
Enlouquecido
Com tal serenidade
demoradamente

Etiquetas:

38 Comments:

Blogger conhecimento said...

Obrigado pela visita, ainda bem que góstas de Animais!!!

12:59 da tarde  
Blogger Fernando said...

Olá

"Pivatiei" o meu blog. Se desejares aceder a ele, contacta-me por mail.

Fernando aka hyoma

1:32 da tarde  
Blogger Blogogamico said...

Gostei muito da foto, a calma aparente que se vem ao repousar na areia, talvez esteja calmo, mas porque já teve tempo de mais perdido e com medo...


Muah Blogo-gamico

5:10 da tarde  
Blogger lampâda mervelha said...

. . . d e m o r a d a m e n t e . . .





|e por vezes pode doer mais que uma eternidade|

7:03 da tarde  
Blogger Nuno Guronsan said...

Olhando para o teu nómada, sinto que também gostava de por vezes vaguear por aí, sem rumo ou destino. Podes perguntar-lhe qual é o segredo dele?

Beijos.

7:30 da tarde  
Blogger multiolhares said...

Por vezes ser nómada
Pode dar a liberdade que tanto
Almejamos, mas como tudo tem
as suas consequências,

vim agradecer a tua visita
gostei muito do teu cantinho
vou voltar
beijinhos
luna

8:01 da tarde  
Blogger Rain said...

Olá, obrigada pelo teu comentário no meu espaço! Gostei de cá passar, embora tenha de passar depois com mais calma para ler tudo!
Beijinhos.

9:20 da tarde  
Blogger @zulebranco said...

É bom ler-te sentir a tua mais profunda beleza e sensibilidade...Sorriso grande para ti

8:50 da manhã  
Blogger Maria Laura said...

É espantosa a forma como adequas as palavras às belíssimas fotos. Escrita bela e consistente.

11:07 da manhã  
Blogger RedLightSpecial said...

Hoje sinto-me como esse cão... a repousar na areia, das minhas loucas caminhadas nómadas da vida...
A foto ta linda! O texto melhor ainda!
Beijo!

2:29 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

versos com um tom negro tornado belo com a sensação de tempo que descorre num intervalo em que se vive para algo mais alémmorte.
joão*

2:34 da tarde  
Blogger Martinha said...

Gosto imenso da melodia, da genialidade das palavras e da ternura da fotografia *

3:27 da tarde  
Blogger Rui Caetano said...

Às vezes, o repouso do guerreiro é para recuperarmos as nossas forças, e sabe tão bem.

4:13 da tarde  
Blogger LNeves said...

Parece-me que esta calma vinda sabe-se lá bem de onde, é tudo menos querida... Parece-me que este silêncio é-te insurdecedor... Não era isto que querias pois não, Contornus??? Nada bom...

***MUAH***

4:15 da tarde  
Blogger Dalaila said...

a serenidade repele a pele

5:26 da tarde  
Blogger Maria José said...

Nómada, cavaleiro solitário, sem armadura, sem nome que se recorde. Saberá ainda quem é? Talvez, por agora, repouse apenas. Um pouco.

9:31 da tarde  
Blogger Alguém Comum said...

Areia novamente...

que saudades...

10:12 da tarde  
Blogger Rain said...

"Serei um cão, um macaco ou um urso, Tudo menos aquele animal vaidoso que se vangloria tanto de ser racional."
"A Satire Against Mankind"
(John Wilmot)

;)

Adorei o poema.

10:48 da tarde  
Blogger A estranha said...

Fiquei presa da imagem e foi dela que as palavras discorreram dentro de mim... a lembrarem-me coisas que quero e que nunca tive a coragem de Querer...

*

1:24 da manhã  
Blogger Alarcão said...

Gostei muito das tuas fotos. Têm a força atmosférica de haicais japoneses

5:39 da tarde  
Blogger R. said...

...com serenidade, demoradamente.

Interessantíssimo blog, interessantíssima autora.

5:41 da tarde  
Blogger Fabricio Fortes said...

silêncios ecoam sempre em espaços vazios, onde as moléculas sofrem para chocar-se umas com as outras transmitindo o som..
belo poema

7:10 da tarde  
Blogger legivel said...

... se tivesse um cão era menino para lhe fazer um poema assim, mas até hoje ainda só fiz poemas a um cágado e a um gato que são os animais domésticos que tenho em casa. Também tive duas pulgas -que me venderam como domesticadas, mas era um castigo para comerem e andavam sempre a cavalgar no dorso do bulldog da minha vizinha do sexto esquerdo e só arranjavam problemas. Troquei-as por um papagaio em segunda-mão que morreu de pneumonia logo a seguir.

7:32 da tarde  
Blogger RC said...

Já escrevi algures: sedenta(ria) de um nomadismo assim.

Xi.

7:46 da tarde  
Blogger Luis Beirão said...

Retribuo a visita, e espero fazê-lo mais vezes!
Bonito.

Bjs

9:49 da tarde  
Blogger tufa tau said...

descansa sem tempo
sem dele saber
descansa no tempo
sem nunca o perder

10:40 da tarde  
Blogger Ana Paula said...

Sabem tão bem, horas de paz.
A música é óptima. Descontracção e serenidade na dose certa.
:):)

3:56 da manhã  
Blogger Pearl said...

Realmente a imagem está excelente e o texto espectacular... achoq ue te expressas lindamente!!!
:o)))***

10:12 da manhã  
Blogger CatWorld said...

se os animais falassem, quantos orrores não contariam...
Amo animais...
bom fim de semana...
beijoca!

3:06 da tarde  
Blogger Paulo Sempre said...

Há poemas que trazem dentro deles as pessoas...
O resto eu não digo dos poemas, porque só os amantes e os poetas - que não é omeu caso - vêem a aurora da eternidade...neste finito quatidiano dos dias.
Sei, porém, que cada mulher é uma cascata de trevos...
PS: obrigado pela visita.
Paulo

3:32 da tarde  
Blogger AURORA ( LOLA ) said...

0lá, obrigado pela visita ao meu cantinho, fiquei feliz por saber que você gostou do que leu.
E espero que volte como prometeu, a sua vinda será sempre bem-vinda, quanto a imagem das chávenas o titulo fui eu que pus e a foto tirei da net pois gostei muito dela, quanto ao autor não sei quem será.
Também gostei muito do seu cantinho e prometo que virei com mais calma para ler tudo, bjs.

3:47 da tarde  
Blogger ANNA-LYS said...

That is a lovely pic
is it Your puppy?

((bjs ))

4:29 da tarde  
Blogger ANNA-LYS said...

Confession:
I tried to copy the words above to lift them into an web-translator ... It could not be done. Is that on purpose ... to use a lovely secret language so we others can understand? ;-)

4:39 da tarde  
Blogger ~pi said...

agora fizeste-me chorar...uma vez mais pelo motivo

atrás

apontado.



.beijO

10:32 da manhã  
Blogger Vb said...

Obrigado pela visita. Fica o convite para voltares.

Também gostei da tua casa e voltarei.

Beijinhos

8:32 da tarde  
Blogger laura said...

também tens algumas coisas que eu gosto. imagens, música, autores... vou passando...

3:41 da tarde  
Blogger tonsdeazul said...

Descansa teu focinho na areia salgada das ondas
E deixa-te ficar junto a mim
meu doce amigo.

9:37 da manhã  
Blogger icendul said...

olá, contorNUS:)
obrigada por revisitares o poros. ancoro aqui o meu comentário por me ser cara a foto e para assinalar uma certa sintonia com o que a figuração evoca, já que hoje, ao sair do metro, demorei uns segundos a contemplar dois cães sem pedigree que dormiam ao abrigo do atrito do pêlo um do outro. entre o trânsito urbano e o reboliço dos transeuntes, aquele canto conseguia ser comovente.

10:48 da tarde  

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