16.8.07

Traffic City



Os dias desbotam
Opacamente monocromácticos
Surgindo as noites neons
Enquanto se desenha um descanso omnívoro

Caminhos… que longe estão
Perto se fazem
E que num lapso cessam
Numa obstinada desordem
De rotinas calafectadas
Freneticamente infiltradas
Num quotidiano
Que consomem o
Sentido que busco


multiplicável aos dias úteis
um sanguíneo trajecto
que desagua
nas faces que se desconhecem…
e se dissipam momentaneamente
No espaço de um ruído inaúdivel
Pronomes e advérbios não advindos
Comprimem-se privados do som
Na vastidão do subúrbio

Despojo do olhar
a urbe silhueta
que pulsa
de num aglomerado amniótico
até não ser mais…
Cosmogonia

Por entre a multidão
mordo uma ausência incólume
cartooniana
de momentos empranchados
que me liga ao mundo
dos objectos inanimados…
dos perdidos e achados

num quotidiano reinventando
estarei fora do silêncio
fora do sentido?




(em construção)

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