16.8.07

Traffic City



Os dias desbotam
Opacamente monocromácticos
Surgindo as noites neons
Enquanto se desenha um descanso omnívoro

Caminhos… que longe estão
Perto se fazem
E que num lapso cessam
Numa obstinada desordem
De rotinas calafectadas
Freneticamente infiltradas
Num quotidiano
Que consomem o
Sentido que busco


multiplicável aos dias úteis
um sanguíneo trajecto
que desagua
nas faces que se desconhecem…
e se dissipam momentaneamente
No espaço de um ruído inaúdivel
Pronomes e advérbios não advindos
Comprimem-se privados do som
Na vastidão do subúrbio

Despojo do olhar
a urbe silhueta
que pulsa
de num aglomerado amniótico
até não ser mais…
Cosmogonia

Por entre a multidão
mordo uma ausência incólume
cartooniana
de momentos empranchados
que me liga ao mundo
dos objectos inanimados…
dos perdidos e achados

num quotidiano reinventando
estarei fora do silêncio
fora do sentido?




(em construção)

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12 Comments:

Blogger Um Momento said...

Hum...
Uma poltrona bem original:)
Deixo um beijo para uma noite serena
(*)

9:28 da tarde  
Blogger irneh said...

O acaso trouxe-me a este blog e gostei de tudo: boa poesia, excelentes fotos.

Voltarei mais vezes.

1:23 da manhã  
Blogger Um Momento said...

Neste lindo dia
O trevinho da Sorte te venho ofertar
Para que com ele todos nós possamos as mãos dar
E juntos , uns aos outros , toda a SORTE do mundo desejar:)))))

Dia lindo!!!

Beijo ... bem aí
(`)

2:53 da tarde  
Blogger O Profeta said...

Senti o suave aroma da tua presença...

Beijinho

11:16 da tarde  
Blogger ap said...

.........

nunca os caminhos serão de normalidade

renascer reinventar, é o caminho

......................

:)*

11:58 da manhã  
Blogger NETMITO said...

Muito interessante a tua forma de escrever,original.
Na minha opinião do melhor da blogosfera...
Bjs

7:17 da tarde  
Blogger Escritos em Tempo de Crise do Mundo Moderno said...

Saudações,

Obrigado pelos seus comentários no Anatomia do Vulgar :)
Parabéns pelo blog, a profundidade de um texto é o que o torna "bom" e tem aqui textos bastante bons.

Abraço,

Tempo.de.crise

5:13 da manhã  
Blogger O Profeta said...

Quem és tu rainha das elegantes palavras?

Doce beijo

2:07 da tarde  
Blogger Letras de Babel said...

mordo uma ausência incólume


....


as presenças ou estão sujas ou sujam...

(?)

[pergunto-me]



beijos

______.

4:53 da manhã  
Blogger lampâda mervelha said...

Very Lichtenstein :)

Ler-te é um gosto, sem qualquer dúvida. Obrigado.

9:43 da tarde  
Blogger Dalaila said...

Despojo-me e deito-me nestas palavras com contornos subtis, e que se sentem por dentro da pele.
Por entre a blogoesfera, fico por este mundo, onde os cartoons saltam das letras e as palavras desenham-se.

Todo o sentido se faz neste silêncio nos encontra e nos acha.

Parabéns

3:03 da tarde  
Blogger Som Do Silêncio said...

Minha querida ContorNUS

Já li este post umas 5 vezes...

è simplesmente embriagante a forma que tu lhe deste.

E tu nunca estiveste e nem estarás fora do sentido.

Um Beijo e uma Vénia

12:37 da manhã  

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