15.11.07

janela cerrada






algures...
repousa lento
para fora do peitoril
um corpo de céu líquido
que se bebe do silêncio
passagem vaga
a derramar
para lá das cortinas


uma luz inquieta
que nos afaga a casa
de ausência
assombrada

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8 Comments:

Blogger Dalaila said...

a luz que treme... e as cortinas sentem e reflectem...

7:06 da tarde  
Blogger un dress said...

que nos inunda a casa

de invisíveis

pertenças

7:34 da tarde  
Blogger irneh said...

Gostei muito do poema e da imagem. Os teus pots fogem sempre da banalidade.

Beijinhos

8:48 da tarde  
Blogger Pearl said...

Uma janela...
um mundo!
brilhante!!!
:o)))***

5:47 da manhã  
Blogger onírica said...

Que as sementes, destas flores alegres e coloridas, caiem sobre este chão fértil e pinte com amor solto, a felicidade de estar vivo.
:)pb

12:19 da tarde  
Blogger 7 Pecados Mortais said...

Realmente, uma luz inquieta que nos tira dos pesadelos que a escuridão lança. Um local de peito aberto ao Sol, à chuva, ao vento, ao frio, sempre presente. À espera de nós fica parada no tempo, esperando por uma mão que a abra e que lhe diga: "de ti não me esqueci...". Ela precisa de nós tanto como nós dela, falta saber quem dá valor a quem. Nós precisamos dela e ela espera por nós, espera numa solidão sombria acompanhada das cortinas que lhes desfazem a tristeza da solidão. Somos egoístas quando queremos que ela abra sem lhe perguntar como é que ela se sente. Por vezes não abre para mostrar a sua indignação, mas nós não compreendemos a sua solidão. Se não abrir troca-se por outra que virá viver na expectativa de se tornar mais uma perdida pela nossa ingratidão...
Desculpa. divaguei um pouco...Beijos.

6:44 da tarde  
Blogger Klatuu o embuçado said...

Gostei.

3:21 da manhã  
Blogger Corvo Negro said...

Que isto não seja de forma alguma atribuido ao teu poema mas de repente lembrei-me do Abrunhosa.

Boa imagem e título e, palavras já tão inconfundiveis.

;)

11:49 da manhã  

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