19.3.07

Dedos de Tágide







Esguios e frágeis filamentos
desdenhosos corais
harmoniozamente dispersos,
parecem tecer emaranhados contornos indecisos.

Espias o cortejo dos pássaros,
num ciciar de confidências e promessas
como um ritual cercado
de chamamentos telúricos
pleno suspiro em que consome a vida

Anulo a distância dos braços de vulto,
decrépitos enleios de seiva.
O cerco do teu silêncio...envolvendo-me
ampulheta silênciosa.

A saudade do tamanho da nudez,

invoca o regresso da ténue aragem,
a singela opulência da folhagem
derramando sombras.

Aguarda a trasmutação do gesto fecundo
e o apaziguar das cores escuras e difusas
como que por imposição finda o negrume.

4 Comments:

Anonymous Anónimo said...

gosto do rendilhado das palavras que casam bem com cada ramo, tronco, cor; gosto do complemento imagem - palavra, poesia reflectida na forma merecida.

Espectro

1:27 da manhã  
Blogger Rui Luís Lima said...

olá
obrigado pela visita e comentário ao nosso blogue de cinema "paixões e desejos".o link do teu blog já está nos nossos favoritos.
gostamos da tua poesia, nela corre a seiva nocturna da natureza humana.
bons filmes e boas escritas (como disse o poeta, as marcas do deserto nunca serão espalhadas pelo vento)
paula e rui lima:)

4:17 da tarde  
Blogger Plum said...

Uma sintonia perfeita, a das fotos com as tuas palavras!***

7:07 da tarde  
Blogger A. said...

:) não estivemos no mesmo sitio, não? eheheh. coincidências. boas coincidências!
A.

8:45 da tarde  

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